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Por: Rádio Plenitude
A mais recente diretriz europeia sobre hipertensão arterial redefine o conceito de pressão normal, reduzindo os valores de 120 por 80 mmHg para 120 por 70 mmHg. A mudança se baseia em evidências que apontam aumento do risco cardiovascular já a partir de 115 por 70 mmHg. Essa atualização começa a ser incorporada nos consultórios brasileiros.
Uma das principais novidades é a criação da categoria de “pressão arterial elevada”, que inclui o valor anteriormente considerado normal, como 12 por 8. Nesses casos, passa a ser necessário um monitoramento mais rigoroso. A nova classificação vale para adultos a partir dos 20 anos. Para indivíduos com alto risco cardiovascular — como pacientes com diabetes ou histórico de infarto —, o primeiro passo recomendado são mudanças no estilo de vida, incluindo prática regular de exercícios físicos e adoção de uma alimentação equilibrada.
Tratamento e Abordagem Terapêutica
Caso, após três meses, os níveis pressóricos não fiquem abaixo de 130 por 80 mmHg, a diretriz orienta o início do tratamento medicamentoso. A recomendação é que se adote, desde o começo, uma combinação de dois fármacos em doses baixas, estratégia que, segundo o cardiologista Fábio Argenta, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), aumenta a eficácia no controle da pressão.
Outro ponto de destaque da diretriz é a recomendação de que a pressão seja monitorada também fora do consultório, para evitar erros no diagnóstico, como no caso da hipertensão mascarada. Para isso, são indicados exames como a monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) ou a monitorização residencial da pressão arterial (MRPA).
Propósito das Atualizações
O principal objetivo das mudanças é promover o diagnóstico e o início do tratamento da hipertensão o mais precocemente possível. Segundo Argenta, intervenções rápidas ajudam a diminuir significativamente o risco de complicações cardiovasculares e a melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Seguindo essa tendência, a Sociedade Brasileira de Cardiologia já trabalha na elaboração de novas diretrizes nacionais, previstas para serem publicadas no primeiro semestre de 2025, alinhadas às recomendações europeias.
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