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Por: Rádio Plenitude
Durante visita a uma instalação de energia na cidade de Ascalon, no sul de Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que o grupo Hamas será eliminado da Faixa de Gaza e que todos os reféns israelenses serão libertados.
“Eu anuncio a vocês: não haverá Hamas. Não vamos voltar a isso. Acabou. Vamos libertar todos os nossos reféns”, afirmou o premiê, sem apresentar detalhes sobre estratégias ou prazos para alcançar esses objetivos.
A declaração de Netanyahu ocorre no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um suposto acordo de cessar-fogo de 60 dias. Segundo a imprensa americana, a proposta prevê a suspensão temporária dos ataques israelenses em troca da libertação de dez reféns vivos e da entrega dos corpos de outras 15 vítimas por parte do Hamas.
Apesar disso, Netanyahu rejeitou qualquer tentativa de conciliar uma trégua com a destruição do grupo. “São dois objetivos opostos, que absurdo! Nós trabalhamos juntos. Vamos concluir juntos, ao contrário do que eles dizem. Nós os eliminaremos completamente”, declarou.
Atualmente, cerca de 50 reféns ainda estariam sob poder do Hamas, segundo dados oficiais. No entanto, muitas famílias têm demonstrado ceticismo quanto à eficácia da pressão militar e pedem que o governo priorize um acordo de troca para garantir o retorno dos sequestrados.
As negociações, contudo, enfrentam impasses. O Hamas insiste em duas exigências principais: a retirada total das tropas israelenses da Faixa de Gaza e o fim definitivo da ofensiva militar. Até o momento, Israel se recusa a aceitar essas condições.
Internamente, Netanyahu também enfrenta desafios. Partidos de direita que integram sua coalizão de governo se opõem a qualquer negociação com o Hamas. Esses grupos pressionam pela continuidade da ofensiva militar e defendem a reimplantação dos assentamentos evacuados em 2005.
Por outro lado, o Hamas informou, por meio da agência EFE, que está analisando a proposta de trégua mediada por Catar e Egito. O grupo reiterou que qualquer acordo só será viável se incluir o fim dos bombardeios, a retirada das forças israelenses e a garantia de entrada de ajuda humanitária em Gaza.
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