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Por: Rádio Plenitude
A tranquilidade da Zona Leste paulistana foi abalada na manhã desta terça-feira, 9 de junho de 2026, com a deflagração da ‘Operação Chargeback’ pela Polícia Civil de São Paulo. O foco principal da ação é desmantelar um sofisticado esquema de estelionato digital e fraude com cartões de crédito, que já teria causado um prejuízo superior a R$ 263 mil. Entre os alvos mais proeminentes da investigação estão figuras religiosas conhecidas na comunidade: o pastor Marley Garcia de Almeida Frades e sua esposa, Aline Lopes Pereira da Silva, ambos líderes de uma igreja na região. A notícia chocou fiéis e a opinião pública, levantando sérias questões sobre a conduta de líderes religiosos e a vulnerabilidade das plataformas digitais a crimes cibernéticos.
Marley Garcia de Almeida Frades é uma figura que, até então, era reconhecida em sua comunidade como pastor de uma igreja na Zona Leste de São Paulo. Sua atuação e a de sua esposa, Aline Lopes Pereira da Silva, eram centradas na liderança religiosa, com influência sobre os membros de sua congregação. A revelação de seu envolvimento, juntamente com sua esposa, em um esquema criminoso de tamanha proporção, trouxe à tona um contraste chocante entre a imagem pública e as alegações da Polícia Civil. O caso ilustra como personalidades, mesmo em posições de confiança e liderança espiritual, podem se tornar centro de investigações criminais de alta complexidade.
A ‘Operação Chargeback’ foi meticulosamente planejada pela 3ª DICCIBER/DEIC da Polícia Civil, visando cumprir oito mandados de prisão e quinze mandados de busca e apreensão. Até o início da manhã da operação, três indivíduos já haviam sido detidos, mas os líderes apontados pelo inquérito, Marley e Aline, não foram localizados. De acordo com as autoridades, o casal estaria fora do país, com mandados de prisão já expedidos pela Justiça paulista em seu nome. A ação policial se estendeu por diversas cidades do estado, incluindo Guarulhos, São Caetano do Sul e a capital, demonstrando a abrangência do grupo criminoso.
As investigações detalharam um engenhoso método de estelionato digital. O grupo, supostamente liderado por Marley Garcia de Almeida Frades e sua esposa, explorava o mecanismo de ‘chargeback’ – a contestação de compras com cartão de crédito – para obter estornos indevidos. O modus operandi consistia em:
Esse ciclo vicioso, repetido diversas vezes, permitiu ao grupo acumular os mais de R$ 263 mil em prejuízos identificados. As investigações apontam para 27 transações fraudulentas realizadas especificamente no mês de dezembro de 2024, evidenciando a intensidade e a organização do esquema.
A prisão de três envolvidos e os mandados contra os líderes do grupo, incluindo o pastor Marley Garcia de Almeida Frades, ressaltam a seriedade com que a Polícia Civil de São Paulo está tratando crimes cibernéticos. O caso serve como um alerta para as plataformas de pagamento e para os consumidores sobre a importância da segurança digital e a fiscalização rigorosa das transações.
Para a comunidade religiosa, a notícia é um golpe duro. A expectativa é que as investigações continuem aprofundadas para esclarecer completamente o papel de cada envolvido e determinar se há outros líderes religiosos ou membros da igreja que possam ter participado do esquema, além do terceiro pastor cuja identidade ainda não foi revelada. A defesa de Marley Garcia de Almeida Frades e Aline Lopes Pereira da Silva não foi contatada pelo g1 até o momento da publicação original, e a expectativa é que se manifestem à medida que o caso avance.
A Polícia Civil segue em busca de Marley Garcia de Almeida Frades e sua esposa, Aline, com a esperança de que sejam localizados e possam prestar esclarecimentos sobre as acusações. A ‘Operação Chargeback’ é um exemplo da crescente batalha contra o crime organizado no ambiente digital, onde a agilidade e a capacidade de adaptação dos criminosos exigem uma resposta igualmente ágil e sofisticada por parte das autoridades. O desfecho deste caso, envolvendo figuras públicas como líderes religiosos, será acompanhado de perto pela sociedade, que espera por justiça e transparência.
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