A incerteza sobre o próximo alvo israelense tem impulsionado os iranianos a deixar a capital. “Não se sabe quando, e pior ainda, onde o próximo míssil poderá cair”, dizem testemunhas em outro vídeo.
O medo se acentuou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicar nas redes sociais que os 10 milhões de moradores deveriam deixar a cidade “imediatamente”. Segundo a agência de notícias DPA, partes da cidade já estão completamente desertas.
Muitos não sabem como se proteger nem para onde fugir. Ao contrário das cidades israelenses, a capital iraniana não conta com abrigos antiaéreos. Por isso, o Irã anunciou que começaria a abrir mesquitas, estações de metrô e escolas para servirem como abrigos improvisados para civis.
A declaração provocou uma onda de indignação nas redes sociais. Muitos usuários iranianos criticaram a ausência de proteção contra a população.
“Esta não é uma guerra entre os povos iraniano e israelense, e deve acabar o quanto antes”, escreveu o sociólogo Mehrdad Darvishpour, professor na Universidade de Mälardalen, na Suécia.
“A única forma de evitar uma destruição maior e descontrolada causada por essa guerra é que todos que defendem a paz e a democracia exerçam pressão global para deter os ataques israelenses e forçar o Irã a negociar.”
Desde o início do conflito, Israel bombardeou instalações nucleares, unidades de fabricação e manutenção de mísseis, além de campos de petróleo e gás natural iranianos. Contudo, os ataques rapidamente passaram a atingir também cidades.
Muitos dos que fogem da área de Teerã seguem para o norte, em direção ao Mar Cáspio, para cidades menores no interior ou para as fronteiras do Irã.
As ruas antes movimentadas agora estão silenciosas. Alguns supermercados permanecem abertos, mas as prateleiras estão praticamente vazias. Quedas de energia e cortes de água acontecem com frequência, pressionando os moradores que já enfrentam temperaturas diárias acima de 35°C.
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