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Por: Rádio Plenitude
O Itamaraty divulgou nesta terça-feira (15) uma nota oficial de repúdio contra o que classificou como uma “nova intromissão indevida e inaceitável” dos Estados Unidos em assuntos internos do país, especialmente nas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
A reação brasileira veio após o Departamento de Estado dos EUA publicar, na rede social X (antigo Twitter), uma mensagem em que acusa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes de promoverem “ataques” ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à liberdade de expressão.
“O governo brasileiro deplora e rechaça, mais uma vez, manifestações do Departamento de Estado norte-americano e da embaixada daquele país em Brasília que caracterizam nova intromissão indevida e inaceitável em assuntos de responsabilidade do Poder Judiciário brasileiro“, afirma o texto divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores.
Ainda segundo a nota, tais manifestações “não condizem com os 200 anos de relações de respeito e amizade” entre Brasil e Estados Unidos.
Itamaraty critica politização do comércio
Além da crítica à postura diplomática dos EUA, o governo brasileiro também reforçou que mantém diálogo comercial com Washington, iniciado ainda em março, e alertou contra a politização indevida do tema.
“O Brasil vem negociando com autoridades norte-americanas, desde março, questões relativas a tarifas, de interesse mútuo, e está disposto a dar sequência a esse diálogo”, destaca o comunicado.
“A equivocada politização do assunto não é de responsabilidade do Brasil, país democrático cuja soberania não está e nem estará jamais na mesa de qualquer negociação.”
Contexto: tarifa e críticas públicas de Trump
A nota do Itamaraty surge um dia após o Departamento de Estado norte-americano publicar uma mensagem na qual afirma que os ataques a Bolsonaro “são uma vergonha” e ferem as tradições democráticas do Brasil.
“O presidente Trump enviou uma carta impondo consequências há muito esperadas à Suprema Corte de Moraes e ao governo Lula por seus ataques a Jair Bolsonaro, à liberdade de expressão e ao comércio americano”, diz o texto.
Na semana passada, o presidente Donald Trump anunciou a imposição de uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados aos EUA a partir de 1º de agosto. O republicano justificou a decisão citando medidas judiciais contra Bolsonaro e supostas ações do STF que teriam afetado empresas americanas de tecnologia, como plataformas de redes sociais.
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