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Por: Rádio Plenitude
Os Estados Unidos aprovaram, um novo tratamento preventivo contra o HIV que pode representar um avanço significativo no combate à aids. Batizado de Yeztugo, o medicamento é administrado por meio de duas injeções anuais e demonstrou uma eficácia de 99,9% na prevenção da infecção.
Desenvolvido pela farmacêutica Gilead, a partir da molécula lenacapavir, o tratamento é indicado para adultos e adolescentes com peso igual ou superior a 35 kg. O presidente da empresa, Daniel O’Day, descreveu a aprovação como um “marco histórico”.
Testado em dois grandes estudos clínicos, um voltado para mulheres da África Subsaariana e outro com pessoas de diferentes gêneros, o medicamento praticamente zerou os casos de infecção pelo HIV. Os efeitos adversos mais relatados foram dor no local da aplicação, dor de cabeça e náusea.
Em 2024, a revista Science reconheceu o lenacapavir como o “Avanço do Ano”. No entanto, o alto custo do tratamento nos Estados Unidos, estimado em até US$ 25 mil anuais (aproximadamente R$ 135 mil), levanta preocupações sobre sua acessibilidade em escala global.
Especialistas apontam que seria possível produzir o medicamento por apenas US$ 25 por ano, caso houvesse liberação para fabricação genérica. Diante disso, a ONU e organizações de saúde pública pressionam por preços mais acessíveis. A Gilead já fechou acordos para permitir a produção em 120 países de baixa e média renda, mas a distribuição em larga escala ainda deve levar algum tempo para se concretizar.
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