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Por: Rádio Plenitude
As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram a eliminação de Izz al-Din al-Haddad, figura proeminente e apontado como o sucessor de Mohammed Sinwar no comando do braço militar do Hamas na Faixa de Gaza. A notícia, divulgada no sábado (16), marca um ponto crucial nas operações israelenses no enclave palestino e levanta questões sobre os próximos passos do grupo e a dinâmica do conflito regional. Haddad, conhecido internamente pelo enigmático apelido de “O Fantasma”, era considerado um dos últimos comandantes de alto escalão ainda em atividade e, segundo Israel, um dos principais arquitetos por trás dos ataques de 7 de outubro de 2023.
A figura de Izz al-Din al-Haddad emergiu com crescente destaque dentro da estrutura militar do Hamas, especialmente após a morte de seu antecessor, Mohammed Sinwar. Sua ascensão ao comando do braço militar na Cidade de Gaza não foi por acaso; ele era visto como um indivíduo com vasta experiência e profundo conhecimento das operações do grupo. Relatos indicam que Haddad possuía uma notável capacidade de evasão, o que lhe rendeu o apelido de “O Fantasma” e o permitiu sobreviver a diversas tentativas de assassinato ao longo de sua carreira. Essa resiliência e sua habilidade de se manter nas sombras o tornaram um alvo de alta prioridade para as forças israelenses.
De acordo com informações divulgadas pelas FDI, Haddad desempenhou um papel central na reorganização das capacidades militares do Hamas. Após os ataques de outubro de 2023, ele estaria ativamente envolvido no planejamento de novas ofensivas contra civis e tropas israelenses, buscando restabelecer e fortalecer a infraestrutura operacional do grupo. Sua liderança na Brigada do Hamas da Cidade de Gaza durante os eventos de 7 de outubro de 2023 solidifica sua imagem como uma peça-chave na cúpula militar palestina, diretamente implicado nos ataques que chocaram a comunidade internacional.
A eliminação de Izz al-Din al-Haddad ocorreu em um ataque aéreo preciso, realizado na sexta-feira (15) na Cidade de Gaza, especificamente no bairro de Remal, localizado na região norte do enclave. As Forças de Defesa de Israel, em comunicado oficial, enfatizaram a importância estratégica da operação, classificando-a como um “sucesso operacional significativo”. O tenente-general Eyal Zamir, chefe do Estado-Maior israelense, sublinhou que o nome de Haddad frequentemente surgia nos depoimentos de ex-reféns libertados pelo Hamas, indicando seu envolvimento direto na gestão do sistema de cativeiro.
As FDI também afirmaram que Haddad estava profundamente envolvido na criação e manutenção dos locais onde civis sequestrados eram mantidos em Gaza. Havia informações de que, em algumas ocasiões, ele se cercava de reféns para dificultar possíveis operações militares israelenses contra sua posição, utilizando os civis como escudo humano. Essa tática, se confirmada, adiciona uma camada de complexidade e condenação às suas ações.
Em contrapartida, o Hamas rapidamente confirmou a morte de seu comandante, mas apresentou uma narrativa diferente sobre as circunstâncias. Em nota veiculada pela emissora Al Jazeera, o grupo terrorista palestino acusou Israel de perpetrar um “assassinato traiçoeiro e covarde”. A declaração do Hamas alega que Izz al-Din al-Haddad morreu ao lado de sua esposa, filha e outros civis palestinos durante o bombardeio no bairro de Remal. Essa versão dos fatos, que aponta para a morte de inocentes, é uma constante nos relatos do conflito e intensifica a disputa narrativa entre as partes envolvidas, gerando um debate sobre a precisão e a moralidade das operações militares.
A morte de Haddad ocorre em um cenário de continuidade das operações israelenses em Gaza, que foram deflagradas em resposta aos brutais ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. Naquela data, Israel testemunhou um dos dias mais sombrios de sua história recente, com a morte de aproximadamente 1.200 pessoas e o sequestro de 251 indivíduos, muitos dos quais ainda permanecem em cativeiro. Os ataques de outubro não apenas desencadearam a atual fase do conflito, mas também expuseram a capacidade operacional e a brutalidade do Hamas, levando Israel a intensificar seus esforços para desmantelar completamente a estrutura do grupo na Faixa de Gaza.
A eliminação de um comandante de alto escalão como Izz al-Din al-Haddad é, para Israel, um passo significativo para enfraquecer a liderança e a capacidade de planejamento do Hamas. No entanto, a história do conflito palestino-israelense mostra que a substituição de líderes é uma prática comum, e a capacidade do Hamas de se reorganizar e adaptar-se é uma preocupação constante. A comunidade internacional observa com apreensão os desdobramentos, enquanto os esforços diplomáticos para um cessar-fogo e a libertação dos reféns continuam a enfrentar grandes desafios.
A morte de Izz al-Din al-Haddad, “O Fantasma”, encerra um capítulo na história de um dos estrategistas do Hamas, mas não necessariamente o conflito. Sua eliminação, embora celebrada por Israel como uma vitória tática, serve como um lembrete da complexidade e da brutalidade da guerra. Para o Hamas, a perda de um comandante experiente representa um golpe, mas o grupo tem demonstrado resiliência em reorganizar suas fileiras. Para os civis de Gaza, o cenário permanece de incerteza e sofrimento, com a intensificação das operações e a busca por uma paz duradoura parecendo cada vez mais distante.
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