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Por: Rádio Plenitude
As forças de segurança do Rio de Janeiro deflagraram nesta terça-feira (28) uma nova fase da Operação Contenção, voltada para conter o avanço do Comando Vermelho (CV) no estado. A ação, realizada nos Complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte, deixou 64 mortos, entre eles quatro policiais, e resultou em 81 prisões.
Cerca de 2.500 agentes participam da operação, que cumpre 100 mandados de prisão e 150 de busca e apreensão. Segundo as autoridades, 30 dos procurados são oriundos do estado do Pará. A ofensiva conta com helicópteros, blindados, veículos de demolição e ambulâncias do Grupamento de Salvamento e Resgate.
Durante a ação, houve intensa troca de tiros e barricadas em chamas em vários pontos. Nove militares ficaram feridos e cinco suspeitos foram baleados e hospitalizados sob custódia no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha.
Entre os presos está Nícolas Soares, apontado como operador financeiro de “Doca”, um dos principais líderes da facção.
Os policiais mortos foram identificados como Marcus Vinícius de Carvalho (“Máskara”), Rodrigo Velloso, Cleiton Gonçalves e Herbert, integrante do BOPE.
Três civis inocentes também foram atingidos por balas perdidas — um homem em situação de rua, uma mulher em uma academia e um homem que estava em um ferro-velho.
As forças apreenderam 75 fuzis, 2 pistolas e 9 motocicletas.
O Disque Denúncia divulgou um cartaz oferecendo R$ 100 mil de recompensa por informações que levem à captura de Edgar Alves Andrade, o “Doca da Penha” ou “Urso”, de 55 anos — um dos chefes do Comando Vermelho. É a maior recompensa da história do serviço, igualando o valor oferecido em 2000 por Fernandinho Beira-Mar. Contra Doca, há mais de 20 mandados de prisão em aberto.
Por motivos de segurança, cinco unidades de saúde suspenderam atendimentos e 43 escolas cancelaram aulas, afetando milhares de alunos. Segundo a Rio Ônibus, 120 linhas tiveram o funcionamento alterado por causa dos confrontos.
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