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Por: Rádio Plenitude
A aguardada continuação do épico bíblico de Mel Gibson, “A Ressurreição de Cristo”, será dividida em dois filmes: a Parte Um, com estreia marcada para a Sexta-feira Santa de 2027, e a Parte Dois, programada para 40 dias depois, no Dia da Ascensão.
O anúncio foi feito pela Lionsgate e pela Icon Productions, mais de 20 anos após o lançamento de A Paixão de Cristo (2004), que se tornou um fenômeno mundial. O filme original arrecadou US$ 83 milhões na semana de estreia nos EUA, somando US$ 370 milhões na América do Norte e mais de US$ 610 milhões globalmente, com um orçamento de apenas US$ 30 milhões. Até 2023, manteve o recorde de maior bilheteria da história para um filme com classificação indicativa R nos Estados Unidos.
A produção da sequência ficará a cargo de Gibson e de seu parceiro de longa data, Bruce Davey, pela Icon Productions. Detalhes sobre elenco, direção e cronograma ainda não foram totalmente divulgados. Porém, estão confirmados os retornos de Jim Caviezel (Jesus), Maia Morgenstern (Maria) e Francesco De Vito (Pedro).
As filmagens devem começar em agosto, nos Estúdios Cinecittà, em Roma o mesmo local usado em 2004 e em cenários históricos da Itália, como Matera, Ginosa, Gravina Laterza e Altamura.
Expectativa e declarações
Adam Fogelson, presidente da Lionsgate Motion Picture Group, classificou o projeto como “o evento cinematográfico mais aguardado de uma geração” e “um épico inspirador” que promete deixar o público sem fôlego. Ele destacou o talento de Gibson como diretor e a relação profissional de mais de 30 anos com o cineasta.
Em entrevista ao podcast Joe Rogan Experience, Gibson descreveu o roteiro como “uma viagem de ácido” e afirmou que utilizará técnicas avançadas de rejuvenescimento digital para Caviezel, hoje com 56 anos. O ator, por sua vez, contou estar se preparando espiritualmente com base no livro Cartas de um Diabo a Seu Aprendiz, de C.S. Lewis, e disse que desta vez quer “viver o momento” e “aproveitar a experiência” de interpretar Jesus novamente.
Caviezel reconheceu o peso e a polêmica do projeto:
“O mundo não gostou de A Paixão de Cristo, e isso é bom. Significa que fizemos um bom trabalho.”
Já Gibson, em entrevistas anteriores, explicou que sua atração por essa narrativa vem da mensagem de redenção:
“Somos falhos, cometemos erros e precisamos de ajuda. O primeiro passo é reconhecer que existe algo maior do que nós. Esse é o caminho para a humildade, e a humildade é a chave para tudo.”
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